Implantado em setembro de 2007, o MEL foi pioneiro da pesquisa em Literatura da Universidade de Pernambuco - Campus Mata Norte. Criado pela Profª. Drª Avanilda Torres da Silva, docente da Universidade de Pernambuco, e abraçado por uma comunidade discente entusiasta, este empreendimento fez um trabalho contínuo e motivante de ensino, pesquisa e extensão.

MEL sempre MEL!

sábado

RECURSOS VISUAIS E AUDIOVISUAIS: 1º Diálogo Interartes.


Evento do Movimento de Experiências Literárias realizado na dia 19 de novembro de 2009, na Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata.
 


Vídeo de encerramento:


Vídeo TDA Litterae: "Tradição do Sertão: Viola, poesia e canção":


VIDEO E FOTOS: A oralidade em Guimarães Rosa.





Evento do Movimento de Experiências Literárias - MEL, realizado no dia 22 de novembro de 2008, na Faculdade Politecnica de Pernambuco - POLI. A conferência foi ministrada pela Profª.Drª Avanilda Torres, pelo Profª.Ms. Josivaldo Custódio da Silva e pelo Profº.Drº. Sávio de Freitas. O video-poema deste post foi concebido pelo grupo Mix Literário, composto por Marcus Vinícius, Joyce Anne, Vinícius Gomes, Mariana Andrade e Everaldo Pereira, da Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata.


VÍDEO



FOTOS


Vídeo e fotos: ARQUIVO TDA Litterae.
 

sexta-feira

AÚDIOS: Sob o signo do silêncio - Literatura e Psicanálise.


Cartaz original da Palestra.

Evento do Movimento de Experiências Literárias - MEL, dia 05 de setembro de 2008, na Academia Pernambucana de Letras. Participaram como conferencistas a Profª.Drª. Avanilda Torres, o Grupo de Leitura e Estudo Tertúlias Joyceanas - Literatura, Linguística e Psicanálise e o Profº.Drº Lourival Holanda.









Palavra da Professora e Doutora em Teoria da Literatura Avanilda Torres (UPE):


"Silêncio como estado de quem se cala ou privação da fala é tema de fecunda e inquietante motivação em várias áreas do conhecimento humano. Não escapa à filosofia, à antropologia, à psicanálise e encontra solo fértil no terreno da literatura disseminado nas diferentes possibilidades de criação textual, particularmente onde autor/narrador e personagem interagem.

Sob o signo do silêncio, livro do escritor e Professor Dr. Lourival Holanda, publicado pela Edusp em 1992, presta-se, sobremaneira, a um debruçar-se sobre essa questão. Mestre, porque versado no seu saber e na competência com que o compartilha, Lourival, à semelhança de Calvino, sabe que é necessário valer-se das míticas sandálias aladas para tocar com a necessária delicadeza um tema de tal densidade.

Para o autor em questão, silenciar é dizer por outra via – já que o silêncio potencia o que ali luz, presente, pelo fulgor mesmo de sua ausência. E essa ausência fulgurante é poética e criticamente trabalhada numa analogia com Graciliano Ramos e Albert Camus tendo sua base nas obras Vidas Secas e O Estrangeiro. Não cabe ao autor de Sob o signo do silêncio inquirir precisas fontes e influências, mas sim buscar nas duas obras uma direção comum. Tanto Graciliano quanto Camus, distantes geográfica e culturalmente, estão singularizando uma escritura que reflete os sismos sociais, captando as ondas de seu tempo, antecipando mudanças no espírito literário. Pela exploração de um silêncio, sob a forma/fôrma de um silêncio, cada personagem protagonista assinala uma singularidade. Fabiano, de Vidas secas, está preso ao peso da tradição, da carência de palavra para a apropriação do mundo, despido da emoção que Graciliano procura extirpar do texto. Mersault, de O estrangeiro, faz do seu silêncio desinteresse, desapropriação do mundo, porque percebe a carga de mentira que a linguagem comum comporta, nisso levado pelo processo de silenciar a adjetivação, proposital em Camus. Diante da palavra, desafiados pela palavra, Graciliano e Camus buscam um novo modo de contar, de driblar o historicamente instalado, ainda que à custa de trabalhada contenção, do sacrifício da emoção supérflua, possibilitando um vazio passível de criativos preenchimentos de sentidos".


Palavra da Psicanalista Rita Smolianinoff (Tertúlias Joyceanas): O Silêncio em Psicanálise.

“Não há silêncio... interior. O borborinho dos sons se entrecruzando, fazendo surgir novos significantes, remetendo o Sujeito a uma confrontação com seu objeto perdido e jamais alcançável, acaba transbordando pensamentos, idéias, juízos. E, mesmo sem falar o homem, o seu inconsciente fala. Não há silêncio no inconsciente freudiano.

Mersault e Fabiano lidam com palavras de modo parcíssimo. Enquanto o primeiro as conhece bem e não as utiliza por crê-las inócuas, o segundo faz o mesmo, acreditando não conhecê-las. No primeiro, abundam palavras no silêncio, no segundo, escasseiam. Cada um emudece a seu modo. Visitamos seu silêncios singulares através das magistrais criações de Camus e Graciliano, dos fantásticos monólogos interiores de seus personagens. Algo de que o escritor Lourival Holanda nos fala de maneira brilhante.

A tarefa do analista é ouvir as palavras que não são ditas, aquelas que escondem a Verdade do sujeito: Verdade que jamais se revela por inteiro – Aletheia. É na hiância dos significantes que o Sujeito ex-siste, consiste. Poderíamos pensar existir nessa hiância um silêncio afanísico, aquele que faz existir o inconsciente?

A tarefa do escritor é corporificar as palavras, transbordá-las em seus sentidos possíveis, alcançáveis. Imagináveis. É criar as personagens, dar-lhes voz, mesmo no silêncio. Mersault fala silenciosamente, seu pensamento conta as horas. Fabiano também o faz. Poderíamos ver nesses silêncios a manifestação da palavra plena do personagem?
Parafraseando Lacan, só se pensa com palavras".



Este evento contou com a cobertura jornalística do Diário Associados de Comunicação - Diário de Pernambuco
(CONFIRA A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA). e do Grupo de Intersecção Psicanalítica do Brasil (CLIQUE AQUI).

Texto de: "A escola num conto de Machado de Assis".





Evento do Movimento de Experiências Literárias realizado no anfiteatro da Faculdade de Ciências Administrativas de Pernambuco (FCAP), às 8h (sábado), dia 14 de junho de 2008.


                                                                                
                                                                                 
Texto: Arquivo TDA Litterae.